Trabalhos

  • Meus

    Meus homens, meus amigos, meus desejos, meus objetos, meus sonhos.

  • Men

    Uma manifestação política e uma homenagem a beleza masculina através do desenho realista e das cores vivas do pop.

  • Santificados

    A série SANTIFICADOS é uma continuidade da exposição HUMANO ESFERO GRÁFICO, apresentada em maio de 2014 na Galeria da Soho Store. A seqüência de desenhos criados para a proposta original usa a caneta esferográfica, um utilitário popular, comum em escritórios e nas nossas casas, para produzir imagens de figuras humanas focadas em suas expressões, captando assim a espontaneidade de um personagem.

    Este primeiro trabalho marcou a abertura de uma série de temáticas abrangentes sobre o homem e sua “humanidade”. Tendo esta proposta como o início de um longo trabalho para um melhor entendimento da temática “humano”, torna-se necessário desmembrar o mesmo, para que desta forma se possa dar a devida atenção as inúmeras possibilidades. Assim surge a série SANTIFICADOS como proposta de continuidade.

    A série SANTIFICADOS traz ao contexto contemporâneo histórias e ideais seculares de uma forma crítica, resgatando o simbolismo iconográfico, especialmente o católico para questionar a identidade de gênero, o machismo e o preconceito enraizados na nossa sociedade através da releitura religiosa.  

    Assim como em boa parte das representações iconográficas históricas, a beleza da forma é o ponto de partida, juntamente com o desenho, sendo este a base da produção.  São imagens aparentemente simples, mas que trazem o detalhe que conta uma história metafórica secular particular inserida na linguagem contemporânea para resgatar a beleza da forma clássica e o questionamento social. 

    Os desenhos seguem de duas formas: no papel, tendo sua produção realizada com a caneta esferográfica azul e na tela com técnica mista (caneta esferográfica preta, tinta acrílica e PVA).

  • Rainbow Collection

     A mostra RAINBOW COLECTION brinca com as cores do arco Iris e o corpo masculino em imagens que mesclam o realismo contemporâneo e clássico. São pinturas representativas do universo masculino que atravessam o tempo,  no que é referente ao ideal de “ser” ou “desejar”. 

     Do pai do halterofilismo no século XIX, passando por atores pornô e modelos fotográficos do século XX chegamos ao homem comum. Postos lado a lado suas identidades se perdem e estes são  equilibrados com cores quentes e frias que moldam as formas do corpo no suporte. 

    Existe aqui em meio as cores,  uma beleza divertida as vezes fútil, em outras silenciosa, que nos abstrai. Porém  alguns detalhes podem trazer uma advertência:  a violência contra nós mesmos e contra os outros, proferida as vezes por palavras e outras por gestos, que deixam marcas que preferimos ocultar, mas que aqui são expostas de forma a não serem ignoradas. 

    Observando essa miscelânea de cores e sensações, brincamos, nos divertimos  e refletimos com as inúmeras possibilidades de matizes e mesclas que podem surgir de nossa imaginação. 

  • Humano Esferográfico

    A sequencia de desenhos criados para esta proposta usa a caneta esferográfica, um utilitário popular, comum em escritórios e nas nossas casas, para produzir imagens de figuras humanas focadas em suas expressões, captando assim a espontaneidade de um personagem. Um momento único vivenciado pelo modelo retratado e presenciado pelo artista . Busca-se uma composição onde a forma seja moldada pela técnica para criar os efeitos esperados. 

    Cada imagem representa um pequeno detalhe do HUMANO. O erótico, a tristeza, a fúria assim como o orgulho e a beleza são pequenos fragmentos da nossa faceta que se fazem presentes nos traços azuis da caneta esferográfica. 

    Os modelos são amigos e conhecidos que revelam sua intimidade para criar uma atmosfera única. Nas obras eles perdem sua identidade e criam, o que para muitos, seriam personagens presos em uma ação demonstrando todo o tipo de sentimentos. Em seus olhos e gestos, pode-se desvendar sua história ou suas atitudes momentâneas, criando assim um movimento de ideias que transpassa a imagem retratada. Podemos nos identificar com cada um deles, ou criar uma história baseada em nossas fantasias através do olhar simples e enigmático de cada uma das figuras representadas. 

    Somos únicos, mas comuns, iguais, porém diferentes. A caneta esferográfica entra como instrumento de produção artística, por ser algo simples, inovador e incrivelmente adaptável... Assim como todos nós. 

    “Busco retratar em meus desenhos a máxima realidade que pode ser alcançada por minha técnica. Devo admitir que sou apaixonado pelo Hiper Realismo dentro do desenho, a mais básica das técnicas artísticas, sendo assim meus personagens aproximam-se do real dentro da minha visão particular. Para mim somos todos solitários, apenas compartilhamos nossas vidas com outros, se assim o desejarmos. Portanto meus personagens são retratados sem um fundo, em sua maioria, sendo apresentados nus em pele e sentimento. Não há interferência de uma paisagem ou ambiente, pois desejo que eles sejam vistos pelo que são, sem influências, perdidos no vazio do Branco da Folha.”

  • POP PORN

    Esta proposta artística tem como objetivo criar uma releitura, através da pintura com tinta acrílica, das fotografias eróticas do século XIX. Utilizando estas imagens como ponto de partida para a criação e produção de telas em formatos grandes e médios, surge uma série de trabalhos sob a visão do erotismo e da história do homem moderno. Sabendo que estas imagens durante o período do surgimento da fotografia eram veladas e tidas como promíscuas, mas que hoje tem o apelo artístico a seu favor, surge o questionamento do que é a arte e quais os limites da moralidade social. 

    Utilizando a linguagem da pop arte, em especial a de Roy Lichtenstei, o artista cria uma sequencia de imagens com o olhar contemporâneo sobre a beleza da sexualidade e do erotismo na trajetória do homem.

    O olhar do homem moderno sobre o seu passado, instiga novos pensamentos e conceitos sobre o mundo atual que o circunda. Quais padrões de moralidade mudaram em um século de história para que o imoral e absurdo, pudessem hoje ser tidos como belos e maravilhosos. 

    As telas produzidas buscam representar essa trajetória através de cores vivas e traços fortes, característicos da pop arte.